A pequena Amanda da Silva

Dona de uma energia contagiante, a pequena Amanda da Silva deixou a euforia de lado por um breve momento, respirou fundo e fez o sinal da cruz antes de descer o half e completar a manobra com sucesso. Sempre acompanhada da família, a manezinha de apenas seis anos tem uma perna mecânica toda rosa e é a mais nova sensação da pista de skate da Costeira do Pirajubaé, em Florianópolis. 

Amanda nasceu sem o osso da tíbia e teve que amputar a perna esquerda ainda recém-nascida. Capaz de conversar com qualquer pessoa sem cerimônias, é fã de rap, adora brincar no parque e sonha em fazer balé. Por influência do tio João Vitor, de 13 anos, começou a andar de skate há seis meses e, desde então, tem encantado a todos com seu sorriso nas pistas. “Eu via o tio andando e queria imitá-lo, aprender. Agora quando crescer, quero ser skatista ou bailarina”, afirmou na dúvida de quem ainda está na primeira série.

Para a mãe, a manicure Diana da Silva, essa alegria de viver da filha está diretamente ligada ao amor que ela recebe dentro de casa e por ser a única realidade que Amanda conhece. “Sempre procuramos dar muito amor e carinho a ela. Mas o que também conta bastante é que a Amanda nasceu assim. Não tem aquele preconceito de quem sofre algum tipo de acidente”, ressaltou.

Por outro lado, em fase de crescimento, Amanda tem que trocar de prótese – que custa em torno de R$ 6 mil – todos os anos. Sem nenhum apoio das autoridades, a família depende da ajuda de amigos e contou com uma doação anônima na aquisição da última prótese. “É muito difícil, mas fazemos tudo o que está ao nosso alcance para ver esse sorriso no rosto da Amanda”, garantiu Diana.

Superação que vem de berço 

Quando Amanda nasceu, Diana tinha apenas 16 anos e não fazia ideia sobre a verdadeira condição da filha. Mesmo assim, a mãe encarou tudo com naturalidade e, dali em diante, sempre fez o melhor pensando em Amanda. “Os médicos não me falaram nada durante a gestação. Fiquei um pouco sem reação por um minuto, mas logo o amor de mãe tomou conta de mim”, afirmou.

No entanto, esse não foi o único drama vivido pela família Silva. Aos três anos, Amanda foi atropelada e passou três dias em coma induzido. “Foi triste vê-la deitada e não poder fazer nada. Mas assim que ela teve alta, saiu falando e passou a ter toda essa energia”, lembrou.

Por Matheus Joffre
Fotos Fernando Mendes
Fonte: NDonline

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