Goiânia Crew Attack 2026 entrega três dias de puro caos gostoso no Bacião

De 21 a 24 de maio, o Goiânia Crew Attack 2026 voltou a provar por que é um dos eventos mais autênticos do cenário nacional. Mais uma vez, o Divas Skateras marcou presença como mídia parceira, ao lado da Into The Mirror, acompanhando de perto três dias intensos daquele “caos gostoso” que já virou assinatura oficial do evento.

Com narração de Lorena Fernanda, Pedro Cabral e Jean Santos, o Bacião, em Goiânia, foi tomado por muito skate, energia coletiva, crews afiadas e um formato que foge do padrão tradicional das competições. Foram sexta, sábado e domingo de puro suco do skate.

O circuito veio pesado, trazendo desafios distribuídos em cinco obstáculos que exigiram criatividade, técnica e leitura rápida de linha: side stripe, escada, quarter, mesa de piquenique e rampas com bordas. Para abrir os trabalhos e aumentar ainda mais a adrenalina do fim de semana, um dia antes da competição principal ainda rolou a intensa BM F1 Race, dando largada ao rolê.

No feminino, a Four Gang dominou a edição e levou o topo do pódio:

1º FOUR GANG: @cerizzzzz, @mariasantossk8, @mari_navarroskt e @danielavitoriaskt;
2º WAFFLES QUEENS: @mariaalmeidask8, @ariadnesk8 e @clara.luaaa;
3º MONAYP CREW: @natycafissosk8oficial, @paradoxovitoriaaraujo, @rafaelamurbach e @luddylourenco.


Já no masculino, o pódio ficou com a Unleash The Beast Crew em primeiro lugar, a Wences Crew em segundo e a Bagaceira Crew em terceiro.

Além dos resultados, o evento seguiu mostrando que seu diferencial mora justamente naquilo que acontece entre uma sessão e outra: a convivência entre crews, a construção de comunidade e o fortalecimento da cena.

Outro momento marcante da edição foi a escolha dos nomes que levaram os títulos individuais do evento: Ceres Oliveira conquistou o prêmio de Monstrona do GCA 2026, enquanto Miguel Leal levou o título de Monstrão do GCA 2026.

Um dos grandes destaques do evento foi Ceres Oliveira, vinda de Fortaleza, a skatista encarou um caminho intenso até chegar a Goiânia: precisou fazer vaquinha para conseguir representar, passou por lesão, recuperação e, mesmo diante dos desafios, não só ajudou a Four Gang a conquistar o primeiro lugar, como também levou o título de individual.

O Divas Skateras conversou com Ceres sobre trajetória, conexão entre as minas e a importância de eventos que propõem novas experiências dentro do skate:

Você veio de Fortaleza, contou com uma vaquinha para conseguir representar, passou por um período difícil de lesão e recuperação e, mesmo assim, chegou ao pódio com a Four Gang e ainda levou o título de Monstrona do Goiânia Crew Attack. O que passou pela sua cabeça nesse momento? Como foi receber esse reconhecimento e sentir o carinho da galera depois de toda essa caminhada?


“O sentimento é de muita gratidão e felicidade, porque toda a correria que eu fiz pra estar ali deu super certo. Já foi incrível ganhar com a Four Gang, e receber o título de Monstrona foi algo que eu realmente não esperava. Fui na intenção de me divertir e fazer minhas manobras, então ter esse reconhecimento do evento e da galera foi muito especial. Me senti muito acolhida e abraçada por todo mundo. Foi a sensação de que todo o corre valeu a pena.”

O GCA tem uma dinâmica diferente, muito marcada pela conexão entre crews e pelo encontro entre minas de várias regiões. Como foi, pra você, viver essa troca com outras skatistas e sentir essa rede feminina do skate funcionando na prática?


“Essa troca foi muito importante pra mim. Da minha crew, eu só conhecia a Maria pessoalmente, que inclusive foi quem me chamou pra fazer parte da Four Gang. A Mari e a Daniela eu já acompanhava pela internet, já conhecia o rolê delas, mas nunca tinha encontrado pessoalmente. Então foi muito massa finalmente conhecer as meninas, andar junto e trocar experiências. Além disso, também tive a oportunidade de conhecer várias outras skatistas que eu acompanhava só pelas redes. Foi um momento muito rico de conexão, de resenha e de fortalecimento. Acho que essa é uma das partes mais bonitas do evento.”

Muitos eventos ainda seguem o formato mais clássico da competição. Na sua visão, qual a importância de iniciativas como o GCA criarem experiências diferentes dentro do skate, abrindo espaço para vivência, coletividade e novas formas das minas se expressarem no rolê?


“Eu acho muito importante, porque acaba fugindo daquele formato tradicional de competição, onde às vezes a gente fica muito focada só no resultado. No Goiânia Crew Attack, a experiência vai muito além disso. Tem a convivência, a troca de vivências, a conexão entre as minas e o fortalecimento da cena. Acho que eventos assim dão mais espaço pra gente se expressar, mostrar nosso skate do nosso jeito e criar laços que vão muito além da pista.”

Em um cenário onde muitos campeonatos seguem estruturas tradicionais, iniciativas como o GCA 2026 apostam em experiências diferentes, colocando crews, conexão e cultura no centro da pista.

E talvez seja exatamente isso que explique por que, ano após ano, o evento continua deixando sua marca: aquele caos gostoso, intenso, barulhento, coletivo e completamente apaixonante.

CONEXÕES

@lorensfernanda
@_intothemirror

CRÉDITOS

FOTOS DE PRI PERESTELO & LUCAS “BISNAGA”

TEXTO DE LORENA NUNES