Mais que um Evento: Make Like a Woman Vira Documentário e Celebra o Poder Feminino no Skate

Em abril deste ano rolou o Make Like a Woman, evento realizado na Cavepool, em SP, por Nick Batista. A programação reuniu mulheres incríveis como Estefania Lima, do Divas Skateras, e Pipa Souza, da Into The Mirror, em um encontro potente de coletividade feminina através do skate.

Teve best trick, música, tattoos, graffiti, colagens, filmes de skate, expositoras de roupas… e não parou por aí! Dessa energia nasceu o Make Like a Woman Doc, e a gente tem a honra de ser a mídia escolhida pra esse lançamento!

Ficou com vontade de sentir de perto o que foi esse rolê? Então cola com a gente nessa conversa com a Nick e bora fortalecer a cena do skate feminino! 

1. O que te levou a criar o evento e o documentário Make Like a Woman? E como você vê o impacto disso na cena do skate feminino até agora?
R: 
Sempre tive o sonho de realizar um evento de skate feminino porque quando comecei a andar tinha pouquíssimos e a premiação ainda era uma camiseta GG masculina.

O Make Like a Woman nasceu de uma oportunidade que a Cavepool me deu, abriram as portas e abraçaram a causa, a proposta do evento era ser uma feira para as minas exporem suas artes e serviços que desenvolveram através do skate, mostrando para o público que skate vai MUITO ALÉM DAS MANOBRAS.

E também realizar um evento que fosse realmente para as minas, não só usando como artifício para cumprir “cota”, entende? O foco era mostrar o quanto somos capazes de fazer as coisas, colocar em visibilidade a QUALIDADE de nossas entregas. 

O documentário é um legado para disseminar a proposta dele, que é mostrar para nova geração as portas que skate pode abrir e as referências que construíram o skate feminino até aqui. 

2. Quais foram os maiores desafios para realizar o evento e fazer o documentário? O que te deu força pra continuar? 
R: 
Um dos maiores desafios foi a captação de patrocínio, por não ser uma pauta que todos apoiam de fato, volta naquele tema de que somos usadas como cota.

Houve uma rejeição de apoiador por causa do nome e por achar ser uma causa feminina “militante”, quando na verdade é só um palco para nós, e por não concordar com a opinião dessas pessoas tive força para seguir com MAKE LIKE A WOMAN. 

O documentário era algo planejado desde o início e não houve grandes desafios, deixei ele bem freestyle e estava confiante com o que viria dele. 

3. Como você vê o futuro do skate feminino no Brasil? E que tipo de apoio ainda falta pra essa cena crescer mais?
R: 
O skate feminino é uma evolução constante e espero que continue tendo coletivos, crews e criações, para que se mantenha a essência do que é o skate.

Estamos em uma fase onde o skate feminino está nos holofotes, porém, ainda temos muito a consolidar 

na cena, o exemplo dos patrocínios é uma confirmação disso. O caminho ainda é longo, seguimos lutando por nossos direitos e sendo resistência.

4. Por que você escolheu soltar o documentário Make Like a Woman por uma mídia feita por mulheres, como o Divas Skateras? O que isso significa pra você?
R:  
Dentro da proposta do que é o Make Like a Woman escolher uma mídia feita por mulheres para divulgar o DOC é como fechar com chave de ouro, até porque também o Divas Skateras sempre foi uma referência no meu universo de skate feminino, e publicar através delas, além de ser uma honra, significa concretizar tudo que foi dito até aqui.

Sigam: https://www.instagram.com/makelikeawoman/

Idealizado e produzido por: Nick Batista
Identidade visual e produção por: Arthur Gallego
Documentado por: Cavepool Films, Synex Media
Fotos por: Nawani Miranda, Kevyn Pereira, Ivan Camargo
Social media: Luara Ribas
Patrocinado por: Oakley, Monster Energy, Absolut Sprite, Nyce World Company
Apoiado por: Mamba Water, Genial Sticker Club