Divas Skateras https://divaskateras.com.br/ Plataforma de skate feminino desde 2006 Thu, 27 Mar 2025 03:55:54 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://divaskateras.com.br/wp-content/uploads/2023/06/cropped-DIVAS-ICONE-REDONDO_PRETO-32x32.png Divas Skateras https://divaskateras.com.br/ 32 32 De lá para cá: o que realmente mudou no skate feminino? https://divaskateras.com.br/blog/de-la-para-ca-o-que-realmente-mudou-no-skate-feminino/26/03/2025/ Thu, 27 Mar 2025 03:52:35 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=5596 Se lá atrás, nos anos 90, era difícil encontrar mulheres andando de skate, hoje essa realidade é outra. Essa é umas das principais mudanças no cenário atual do skate feminino nacional. Mas, vamos contar essa história bem do início para que possamos ter uma visão clara e para pensarmos se de fato foram tantas mudanças […]

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Se lá atrás, nos anos 90, era difícil encontrar mulheres andando de skate, hoje essa realidade é outra. Essa é umas das principais mudanças no cenário atual do skate feminino nacional. Mas, vamos contar essa história bem do início para que possamos ter uma visão clara e para pensarmos se de fato foram tantas mudanças assim ou se isso se restringe apenas a uma parcela mínima das praticantes.

Lisa Whitaker e Jaime Reyes. 90’s. Foto: Smithsonian Institution.

A primeira barreira dos anos 80/90 era achar mulheres andando de skate, não tinha muito em que se inspirar não que não existissem grandes nomes naquele tempo, mas o acesso a mídias não era tão simples e rápido como atualmente, paralelo a isso, existia também um preconceito e falta de informação sobre a cultura do skate. Já sabemos que o skate foi marginalizado por várias décadas e obvio que nenhum pai e mãe gostariam de ver a sua menininha andando por aí com roupas largas, no meio de um monte de homem e ainda se arriscando fisicamente. 

Edilene Osório. 1990’s. Foto: Viviane Lunardon.

Vencidos esses primeiros obstáculos já ali no final dos anos 90, as mulheres começaram a correr seus primeiros campeonatos, claro que muitas vezes sem categoria feminina, era todo mundo junto e misturado, premiação feminina também era raridade, sair nas mídias de skate também não era comum. Sem patrocínio, as meninas pegavam carona para se deslocar até os eventos. A comunicação era feita através de cartas, já que nem todas tinham telefone fixo em casa e custava muito caro fazer ligação. O real skate de rua, não tinha muitas regalias, acertar a manobra dava um gás, mas o que valia mesmo era estar na sessão com os amigos, juntando moeda para comprar o lanche coletivo, bebendo água da torneira e rindo muito. Se tornar profissional não era nem de longe um sonho, era algo quase impossível para as skatistas. 

Elizabeth Nitu e Amy Caron. 2000’s. Foto: Lisa Whitaker.

Já nos anos 2000, acredito que um grande marco foi o vídeo da Villa Villa Cola, lembro de assistir esse vídeo diariamente, quase como uma religião. Também surgiram as redes sociais como o MSN e o Orkut e as lan houses foram um grande facilitador para conectar as skatitas de varias regiões do país e de fora dele também. Em contra partida, ainda era escasso campeonatos femininos, embora nessa época já houvesse a categoria e as premiações tivessem melhorado um pouco. O skate masculino seguia a plenos pulmões, principalmente o Vertical que tinha mídia garantida na maior emissora do país. Nesse tempo as skateshops eram o pico, vídeo part e revistas de skate davam palco para os grandes nomes do skate. Comparado ao que era, o skate não poderia estar vivendo a sua melhor fase. Mas nas pistas ainda tínhamos espaço limitado e quase sempre éramos coagidas pelos caras, porém era mais comum ter meninas andando, já não éramos mais sozinhas.

Leticia Bufoni, Alexis Sablone e Marisa Dal Santo. 2010’s. Maloof Money Cup. Foto: Rob Meronek.

Atualmente o skate feminino obteve grandes conquistas, quem imaginou que teríamos vaga no horário aberto da TV, que os pais incentivariam as suas filhas a serem skatitas, que trariam grandes eventos para o Brasil? O skate ter se tornando modalidade Olímpica, trouxe um vislumbre que ao mesmo tempo em que é muito bom, traz também muita cobrança, muita pressão. Quando há um crescimento acelerado, mas não há uma política de incentivo para tal coisa, a tendência é que a gente perca muitos talentos por falta de oportunidade de crescimento. As skateshops precisaram se adaptar ao novo mercado digital, grandes marcas começaram a ter linha de produtos para skate, como o poder financeiro acabam fazendo uma produção em grande escala, a pequena marca local já não consegue competir de igual para igual com isso, conseqüentemente cai o número de patrocínios, que já não era tão alto. Mesmo tendo tantos eventos, eles ainda são centralizados no Sudeste / Sul do país, o deslocamento ainda segue precário e caro. É muito difícil furar a bolha, o desgaste físico e emocional, fora o financeiro, faz com que a maioria da parcela saia em desvantagem em ralação a meia dúzia que vive a Era de Ouro do skate feminino e não, não é culpa das skatistas. Mas o que é necessário fazer para que a oportunidade seja no mínimo igual para todas?

Rayssa Leal e Momiji Nishiya. 2020’s. Foto: Getty Images.

Sim, hoje temos mídias especializadas em skate masculino, skate feminino, mídias digitais em sua maioria, as revistas impressas são raridade e skateshops lutam para se manterem ativas. 

O avanço tecnológico fez com que o computador estivesse na palma da mão, não só ele, mas a câmera também, qualquer sessão já rende um vídeo pare alimentar a rede social, a esperança e a vontade de chegar lá, é grande, mas as dificuldades ainda estão aí. Elas sempre estarão, mas enquanto estivermos aqui e nossa meta é que seja possível tornar o sonho real.

Texto: Renata Oliveira

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Into the Sesh – Women’s Day: Celebração, Skate e Conexão https://divaskateras.com.br/blog/into-the-sesh-womens-day-celebracao-skate-e-conexao/17/03/2025/ Mon, 17 Mar 2025 19:26:37 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=5531 No dia 8 de março, o Into the Sesh tomou conta da pista da Vans Store Lapi, em São Paulo. O evento, idealizado pela revista Into The Mirror, de Pipa Souza, foi uma celebração especial do Dia Internacional das Mulheres. Além da nova geração do skate feminino marcar presença na sessão, o encontro reuniu também […]

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No dia 8 de março, o Into the Sesh tomou conta da pista da Vans Store Lapi, em São Paulo. O evento, idealizado pela revista Into The Mirror, de Pipa Souza, foi uma celebração especial do Dia Internacional das Mulheres. Além da nova geração do skate feminino marcar presença na sessão, o encontro reuniu também veteranas que há tempos não apareciam na cena, criando uma conexão única entre diferentes gerações do skate.

Durante o evento, rolou um Cash for Trick, onde Chuchu Kamei acertou um Boneless estiloso e um FS Ollie no Gap. Letícia Gonçalves insistiu em mandar um Grind que correu a borda toda, com muita velocidade, que acabou sendo eleito a melhor manobra da sessão.

“Não pelo grau de dificuldade, mas pela sua execução, o estilo, a velocidade e a energia que ela colocou para aquela manobra acontecer. Foi algo que todo mundo queria ver, e quando ela acertou, foi bem style”, comentou Pipa Souza.

O evento também teve um momento especial para as pequenas skatistas no Little Monas, um Cash for Trick infantil, onde as crianças se divertiram e ainda levaram para casa uma graninha e shapes da Collab Divas Skateras x Pipa Souza.

Para fechar com chave de ouro, DJ Esteves comandou o som e manteve a vibe lá no alto. Com skate, diversão e boas trocas de ideia, o Into the Sesh provou que as melhores sessões são aquelas entre amigas.

Texto: Renata Oliveira
Fotos: Amanda Nogueira

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De Skate Emprestado a Campeã: A Jornada de Ester Perussi no Skate https://divaskateras.com.br/blog/de-skate-emprestado-a-campea-a-jornada-de-ester-perussi-no-skate/10/03/2025/ Tue, 11 Mar 2025 02:32:14 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=5486 Contar a história do skate feminino brasileiro inclui grandes nomes que contribuíram para que o skate se tornasse o que é hoje. Em uma época em que não havia tanta visibilidade, ser mulher e skatista era um desafio que ia além das manobras. Com poucas competições, falta de patrocínio e, muitas vezes, falta de incentivo […]

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Contar a história do skate feminino brasileiro inclui grandes nomes que contribuíram para que o skate se tornasse o que é hoje. Em uma época em que não havia tanta visibilidade, ser mulher e skatista era um desafio que ia além das manobras. Com poucas competições, falta de patrocínio e, muitas vezes, falta de incentivo dentro da própria casa, o que restava era se jogar em busca de um sonho ou de um estilo de vida. Para relembrar um pouco dessa história, falaremos de um dos grandes nomes do skate feminino dos anos 2000: Ester Perussi.

Quem é Ester Perussi?

Ester Perussi é natural de Sertãozinho – SP e começou a andar de skate em 2003, aos 9 anos de idade. Como todo início é complicado, com ela não foi diferente: pegava um skate emprestado, com um shape tubarão sem lixa, e ia para a pista. Hoje vivemos a era do skate feminino, mas naquela época o skate ainda era muito marginalizado e, além disso, não era uma prática comum entre as meninas. Assim como em muitos outros lugares, Ester era a única garota a frequentar a pista da Cohab 3, onde a galera começou a perceber seu potencial e incentivá-la.

Vinda de uma família com pais religiosos, enfrentou dificuldades para que sua paixão pelo skate fosse aceita, principalmente por parte da mãe. Tudo começou a mudar quando seus amigos a levaram para competir em seu primeiro campeonato, no Sesc de Ribeirão Preto. Logo na estreia, Ester ficou em primeiro lugar. A partir daí, sua mãe passou a apoiá-la.

Em 2005, Ester participou do Circuito Mineiro, um campeonato importante que a fez se sentir inserida no cenário do skate. O evento tinha um alto nível de competitividade, já que Belo Horizonte e Uberlândia contavam com meninas que andavam muito e dominavam a cena na época. O circuito teve quatro etapas: na última, Ester ficou em 7º lugar; na terceira, em 5º; na segunda, em 2º; e na primeira, em 1º. No ranking geral, sagrou-se campeã do Circuito com apenas um ano e meio de skate.

Apesar do bom desempenho e dos resultados em competições, os patrocínios não eram formalizados. O apoio se resumia a um tênis ou um shape por mês. Para quem não tinha muito, isso já era uma grande conquista. As premiações costumavam ser tênis de numeração grande, roupas masculinas, e dinheiro era um sonho distante. Mesmo assim, muitas skatistas vendiam os prêmios para conseguir bancar a própria trajetória. A falta de patrocínio fez com que muitas meninas abandonassem o sonho de se profissionalizar e viver do skate.

Os eventos eram incertos e, muitas vezes, não havia skatistas suficientes para formar a categoria feminina, obrigando as meninas a competirem entre os homens. O custo de deslocamento, alimentação e peças sempre foi alto — e ainda é. Mas hoje, ao contrário de antes, o sonho de viver do skate é possível.

Ester participou de diversas competições e foi inspiração para várias mulheres. Com seu estilo único, nunca teve medo de se jogar nos obstáculos.

Em 2007, participou do primeiro vídeo compilado do Divas Skateras. O projeto reuniu skatistas de diversas cidades e se tornou um marco na história do skate feminino. Confira a partir de 02:09:

Em 2018, disputou seu último campeonato, o Oi STU QS Street, no Rio de Janeiro, onde acabou lesionando os dois joelhos.

Atualmente, Ester trabalha no setor metalúrgico. Fez um curso de desenho de máquinas, cursa o último semestre de mecânica – processos de soldagem e atua com desenhos e projetos mecânicos.

Para conhecer mais sobre sua história, confira sua entrevista no Podcast das Santas:

Texto: Renata Oliveira
Fotos: Jr Lemos, Julio Detefon

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Divas Skateras realiza 5ª edição do Vans Divas Meeting https://divaskateras.com.br/blog/divas-skateras-realiza-5a-edicao-do-vans-divas-meeting/05/03/2025/ Wed, 05 Mar 2025 22:57:00 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=5376 Para reforçar a missão de impulsionar a pluralidade na cena, o Divas Skateras anuncia a 5ª edição do Vans Divas Meeting, que acontece no dia 5 de abril, na Vans Store LAPI, no Largo da Batata, em São Paulo. Desde a primeira edição, o evento se consolidou como uma referência entre as iniciativas criadas e […]

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Para reforçar a missão de impulsionar a pluralidade na cena, o Divas Skateras anuncia a 5ª edição do Vans Divas Meeting, que acontece no dia 5 de abril, na Vans Store LAPI, no Largo da Batata, em São Paulo. Desde a primeira edição, o evento se consolidou como uma referência entre as iniciativas criadas e realizadas por mulheres no skate.

Vans Divas Meeting 2022 | Foto: Anairam De Leon

A idealização e direção é de Estefania Lima, planejamento criativo de Bel Nascimento, produção de Dandara Novato e coordenação de Jacqueline Damasceno, a iniciativa fortalece a cena e garante a contratação direta de mais de 15 mulheres cis e pessoas LGBTQIA+.

Vans Divas Meeting 2022 | Camila Borges | Foto: Anairam De Leon

Em 2025, o encontro plural de skate, trará novas vivências para skatistas e público. Além da Jam Session, Tricks for Cash e Game of Skate, a programação totalmente gratuita inclui um workshop de filmagem e edição de vídeo mobile e uma atração musical. Com edições anteriores já realizadas em Goiânia, Florianópolis e São Paulo, o Vans Divas Meeting cresce a cada ano, consolidando o Divas Skateras como uma plataforma essencial para o skate feminino no Brasil.

Vans Divas Meeting 2023 | Foto: Amanda Nogueira

Com 18 anos de trajetória, a plataforma nasceu em uma época em que o skate ainda era pouco acessível para mulheres. Desde então, o cenário mudou – e o Divas Skateras teve um papel fundamental nessa transformação.

Vans Divas Meeting 2023 | Kell Nunes | Foto: Amanda Nogueira

Hoje, com o skate consolidado como esporte olímpico e que conquista cada vez mais espaço, eventos como o Vans Divas Meeting abrem portas ao fortalecer a cena e inspirar novas gerações a ocuparem seu lugar.

Informações
Vans Divas Meeting
Data: 05 de abril de 2025
Local: Vans Store LAPI, no Largo da Batata, São Paulo.

Clique aqui para se inscrever

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Virgie e Bromélia: Um Olhar Documental Sobre o Skate Feminino https://divaskateras.com.br/blog/virgie-e-bromelia-um-olhar-documental-sobre-o-skate-feminino/03/03/2025/ Mon, 03 Mar 2025 18:11:35 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=5434 Temos vídeo novo no ar! Bromélia é um vídeo que traz uma proposta mais documental, transmitindo a vivência do skate na rua e nos campeonatos. E se tem vídeo novo, tem entrevista! Bati um papo com a Virgie sobre a produção do Bromélia e também sobre a cena atual do skate feminino. Como surgiu a ideia do Bromélia? Virgie: Esse rolê […]

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Temos vídeo novo no ar! Bromélia é um vídeo que traz uma proposta mais documental, transmitindo a vivência do skate na rua e nos campeonatos.

E se tem vídeo novo, tem entrevista! Bati um papo com a Virgie sobre a produção do Bromélia e também sobre a cena atual do skate feminino.

Como surgiu a ideia do Bromélia?

Virgie: Esse rolê aconteceu porque eu acompanhei uma revista chilena aqui no Brasil e fizemos uma lost tape. A partir disso, o Anthony Claravall assistiu e perguntou se eu não queria fazer algo parecido com a passagem da Margie Didal pelo Brasil.

O vídeo traz essa mistura de rua e campeonato. Como foi para você o processo de produção desse filme?

Virgie: Foi muito da hora produzir esse vídeo, porque ele conta com muitas outras skatistas além da Margie, que é uma skatista internacional, vem das Olimpíadas e vem mostrando seu nome dentro da cena do skate. O Bromélia nasceu dessa vontade de mostrar o skate feminino sem esse glamour, sem esse viés. Eu quis trazer um vídeo mais documental, que mostra realmente a vivência da rua e dentro de um campeonato. É um vídeo que mescla o analógico e o digital. Os beats também são de autoria própria, porque queríamos deixá-lo 100% brasileiro.

Quanto tempo levou para filmar o Bromélia e como foi transitar pelo campeonato?

Virgie: Foram 10 dias de gravação no RJ. Foi muito legal estar no campeonato, pois nos proporcionou o contato com outras skatistas de vários lugares do mundo. Tem skatista da Austrália, dos Estados Unidos, das Filipinas, do Chile. Essa pluralidade faz com que o vídeo seja mais dinâmico.

Como você vê a cena atual do skate feminino e como é ser filmmaker nesse universo?

Virgie: Já é difícil ser mulher dentro do skate, temos várias dificuldades. Mas ser filmmaker e depender de mim mesma para produzir as coisas, do meu equipamento, é como pular em um abismo, sem saber o que vai acontecer com o vídeo. E quando a gente vê tudo pronto, é uma alegria imensa. Não só por mim, pelo meu trabalho, mas por conseguir produzir tanto conteúdo de skate a partir de uma perspectiva nova, não focada apenas na video part, na bomb trick e na dificuldade do esporte.

A intenção do meu trabalho é a democratização do skate. Eu não me sentia skatista quando comecei a andar, e mesmo já tendo lançado alguns filmes, ainda é difícil tomar esse lugar e dizer: “Eu faço isso”. Mas essa experiência foi primordial para eu me sentir cada vez mais perto do meu objetivo, que é continuar filmando o skate divertido, e não só as manobras.

Como foi ver o vídeo pronto?

Virgie: Foi muito importante! Ser mulher e fazer tudo sozinha—gravar, editar e organizar a exibição—foi um grande desafio. Fizemos uma exibição em São Paulo com as skatistas e o Anthony Claravall.

Ver o resultado de todo o trabalho que tive foi uma alegria imensa. Estou muito feliz! É um vídeo que conta com skatistas que admiro muito. Ter a Isabelly Ávila, a Rayssa, a Margie e toda essa galera que faz o skate feminino acontecer ali presente no vídeo me fez sentir muito privilegiada por conseguir registrar esses momentos dentro do skate feminino!

Texto: Renata Oliveira
Fotos: Andrés Navarro, Anthony Claravall, Thiago Álvaro, Pipa Souza, Natasha Villela, Virgie Carvalho

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VitaMinas Crew Apresenta Vídeo Ecoa https://divaskateras.com.br/blog/vitaminas-crew-apresenta-video-ecoa/17/02/2025/ Mon, 17 Feb 2025 14:16:15 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=5336 VitaMinas Crew é um coletivo feminino da cidade de Juiz de Fora – MG. Há pouco mais de um mês, rolou o lançamento do primeiro vídeo da Crew, intitulado Ecoa. Confesso que o vídeo me tocou de uma forma muito particular, trazendo memórias de quando comecei a andar de skate. O vídeo transmite a essência do skate, […]

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VitaMinas Crew é um coletivo feminino da cidade de Juiz de Fora – MG. Há pouco mais de um mês, rolou o lançamento do primeiro vídeo da Crew, intitulado Ecoa. Confesso que o vídeo me tocou de uma forma muito particular, trazendo memórias de quando comecei a andar de skate. O vídeo transmite a essência do skate, independentemente de manobras pesadas, picos difíceis e grandes edições. Com uma trilha sonora rica, que traz brasilidade e resgate de sons, são 10 minutos gostosos de assistir. Dito isso, bati um papo com Nicole Faria, uma das integrantes do coletivo.

Hoje vivemos uma era de fácil acesso a vídeos e conteúdos relacionados ao skate feminino. Porém, há uma característica nos vídeos atuais de serem mais curtos. Como surgiu a ideia do Ecoa, que é um vídeo mais longo?

Nicole Faria: A ideia é registrar esse momento do skate feminino na cidade, que está em forte expansão. O vídeo também é um registro interessante da primeira vez que muitas ali andaram na rua, além de mostrar o nosso rolê como ele é. Tem gente que está aprendendo, tem gente que já anda há mais tempo. Tem gente que vai pular a escada e tem gente que vai se aventurar ali no degrauzinho da calçada. E tudo isso é divertido, tudo isso compõe o rolê. Quando fui para a rua com as meninas, teve um momento em que me emocionei, porque já moro aqui há 13 anos e nunca tinha vivido, nem visto, algo parecido.

Quais foram os maiores desafios na produção do vídeo?

NF: É um vídeo bem iniciante. A maioria de nós nunca tinha saído para gravar, nunca tinha manuseado uma câmera mais profissional. Eu, particularmente, nunca tinha nem aberto um Premiere na minha vida. Então, esse vídeo só conseguiu sair porque representa muito a amizade. Contamos com várias pessoas que sabiam fazer isso, que são mencionadas no final do vídeo. Pessoas que emprestaram câmera, que ensinaram a gravar, a editar… Sem isso, não teria sido possível.

Também há a questão de estarmos fora dos grandes centros. Apesar de terem surgido alguns nomes daqui, os grandes circuitos de skate não passam por aqui. Mas existe skate no interior de MG, um skate que se sustenta com pessoas anônimas e que acontece dessa maneira simples.

Para finalizar, qual foi a sensação de ver o vídeo pronto?

NF: O vídeo ficou lindo e super emocionante, mas uma coisa muito especial aconteceu. Quando exibimos o vídeo pela primeira vez, havia bastante gente no auditório, e uma das meninas que aparecem no vídeo, uma criança, foi com a família. Ela ficou muito feliz de se ver no vídeo e, no final, disse: “Nossa, eu já quero ir pra rua de novo.” E é uma criança! As crianças não vão muito para a rua, mas ela ficou muito empolgada. Essa cena foi muito marcante para mim.

Ecoa resgatou o skate for fun, essa importância de existir uma cena local, apesar da grande cena em que o skate se encontra hoje. Porque é essa galera que mantém a chama acesa nessa criança. Assisti ao vídeo com um quentinho no peito e, ao mesmo tempo, com uma inquietude por não conseguir decifrar o que ele tinha de tão especial. No meu bate-papo com Nicole, entendi perfeitamente onde ele tinha me tocado. Tudo nesse vídeo é bonito, porque ele mostra um skate acessível. Ele traz a essência do que é o skate em sua forma mais simples.

Texto: Renata Oliveira
Fotos: Elisa Condé, Matheus Pereira, Clarissa Sayuri, Maju Prata

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O Divas Skateras é destaque em webdocumentário “Skate: a arte da resistência” https://divaskateras.com.br/blog/o-divas-skateras-e-destaque-em-webdocumentario-skate-a-arte-da-resistencia/30/01/2025/ Thu, 30 Jan 2025 22:05:31 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=5177 O Divas Skateras é um dos destaques do webdocumentário “Skate: A Arte da Resistência”, produzido pelo Núcleo de Audiovisual da AGECOM, da Universidade Feevale. Com quatro sessões de entrevistas, a produção mergulha nas histórias de skatistas, explorando suas trajetórias, desafios e a importância dos projetos sociais que fortalecem o skate como ferramenta de transformação. Representando o Divas Skateras, sua […]

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Divas Skateras é um dos destaques do webdocumentário “Skate: A Arte da Resistência”, produzido pelo Núcleo de Audiovisual da AGECOM, da Universidade Feevale. Com quatro sessões de entrevistas, a produção mergulha nas histórias de skatistas, explorando suas trajetórias, desafios e a importância dos projetos sociais que fortalecem o skate como ferramenta de transformação.

Representando o Divas Skateras, sua fundadora Estefania Lima compartilha a motivação por trás da criação do projeto e o impacto que ele teve na vida de inúmeras mulheres dentro da cena do skate brasileiro nesses 18 anos de existência.

O documentário foi produzido por estagiários da AGECOM, acadêmicos dos cursos de Produção Audiovisual, Jornalismo e Relações Públicas, sob a supervisão de professores da agência.

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Como é a perspectiva feminina sobre a indústria do skate? https://divaskateras.com.br/blog/como-e-a-perspectiva-feminina-sobre-a-industria-do-skate/02/01/2025/ Thu, 02 Jan 2025 16:42:51 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=5163 O artigo “Women in the WorkPLACE – PART I” foi publicado em 14 de julho de 2023 no site place.tv. Nele, a autora Lea Isabell Uhle entrevista Daphne Greca, proprietária e cofundadora da Brixton Baddest Skateshop, a única loja de skate no Reino Unido administrada por uma mulher. Daphne começou a andar de skate aos […]

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O artigo “Women in the WorkPLACE – PART I” foi publicado em 14 de julho de 2023 no site place.tv. Nele, a autora Lea Isabell Uhle entrevista Daphne Greca, proprietária e cofundadora da Brixton Baddest Skateshop, a única loja de skate no Reino Unido administrada por uma mulher. Daphne começou a andar de skate aos 20 anos e, apaixonada pela cultura, decidiu criar um espaço inclusivo no sul de Londres.

O texto reflete sobre os desafios enfrentados por mulheres em áreas tradicionalmente dominadas por homens, como a indústria do skate.

Daphne compartilha sua jornada no skate, iniciada aos vinte e poucos anos, e explica como sua paixão a motivou a abrir a loja em 2016. Inicialmente, o negócio funcionava em um espaço pequeno, mas foi expandido para uma localização maior. Ela destaca as diferenças entre lojas de skate administradas por homens e mulheres, mencionando que os clientes frequentemente elogiam o ambiente acolhedor de sua loja, atribuindo isso à presença feminina.

“Os clientes frequentemente mencionam que se sentem mais acolhidos na loja porque há uma mulher presente. Acho que isso cria um ambiente mais inclusivo e menos intimidante.”

Ela também aborda os preconceitos que enfrenta, como a surpresa de alguns clientes ao descobrirem que ela anda de skate, algo que provavelmente não questionariam se ela fosse homem. Ela acredita que isso decorre da ignorância ou da falta de visibilidade de mulheres skatistas em certas regiões. Apesar disso, Daphne lida com essas situações com humor e sem se ofender.

“As mulheres têm uma visão diferente da indústria do skate. Acho que trazemos uma abordagem mais empática e inclusiva, algo que a indústria definitivamente precisa.”

No ambiente interno da loja, Daphne observa que as diferenças entre ela e seus colegas homens estão mais relacionadas às personalidades individuais do que a papéis de gênero. Como proprietária, ela garante que sua equipe a respeite e a leve a sério, promovendo uma relação de igualdade. Ela comenta que, diferentemente de outras mulheres que precisam repetir suas opiniões para serem ouvidas, não enfrenta esse problema com sua equipe.

“Não é apenas sobre gênero; trata-se de criar um espaço onde as pessoas possam se sentir confortáveis, independentemente de quem você seja.”

Daphne ressalta a importância de mais mulheres em posições de liderança na indústria do skate e destaca a necessidade de apoio mútuo entre elas. Iniciativas como Salon SkateboardsDoyenne Skateboards e Girls Skate UK são exemplos de como projetos liderados por mulheres têm criado espaços seguros e aumentado a visibilidade feminina no skate.

Ela acredita que incluir mais mulheres na mídia e na indústria é essencial para mudar a narrativa, enfatizando que o apoio ativo dos homens também faz diferença. Segundo ela, a feminilidade ainda é vista como um obstáculo em muitos espaços, mas os avanços já alcançados são encorajadores.

Sua mensagem é clara: apoiem mulheres, comprem de marcas femininas e invistam na diversidade.

Texto: Lea Isabell Uhle
Tradução adaptada: Estefania Lima
Fotos: Arquivo Baddest Skateshop

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Etapa Final do Circuito Vans Off The Wall: R$ 70 Mil em Prêmios e Cobertura Divas Skateras https://divaskateras.com.br/blog/etapa-final-do-circuito-vans-off-the-wall-r-70-mil-em-premios-e-cobertura-divas-skateras/18/12/2024/ Thu, 19 Dec 2024 03:29:56 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=5146 Data: 20, 21 e 22 de dezembroLocal: Largo da Batata, São Paulo A Vans anuncia a etapa final do Circuito Vans Off The Wall Amador 2024, que dará visibilidade para skatistas amadores de todas as regiões do Brasil. A competição inclui categorias masculina e feminina, com premiação igualitária: 1º lugar: R$ 20 mil2º lugar: R$ 10 mil3º lugar: R$ 5 mil […]

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Data: 20, 21 e 22 de dezembro
Local: Largo da Batata, São Paulo

A Vans anuncia a etapa final do Circuito Vans Off The Wall Amador 2024, que dará visibilidade para skatistas amadores de todas as regiões do Brasil. A competição inclui categorias masculina e feminina, com premiação igualitária:

1º lugar: R$ 20 mil
2º lugar: R$ 10 mil
3º lugar: R$ 5 mil

Nos dias 20 e 21, acontecem as eliminatórias da região Sudeste, que selecionarão três skatistas mulheres e três homens para a final nacional. No dia 22, esses competidores se juntarão aos classificados das etapas de Fortaleza (Norte/Nordeste), Goiânia (Centro-Oeste) e Curitiba (Sul). As despesas de viagem dos finalistas são cobertas pela Vans.

O projeto nasceu para celebrar a cultura do skate core, fortalecendo a cena local de cada uma das cidades brasileiras, seguindo com o propósito de oferecer espaço e visibilidade aos skatistas amadores. Em outras palavras, o Circuito Vans Off The Wall Amador de Street não é apenas uma competição, mas uma celebração da cultura do skate, com ativações de música e arte, que criam uma atmosfera que vai além das pistas e promete conectar a nova geração do skateboard com a comunidade.

Por que Largo da Batata?
A decisão de realizar a etapa final do campeonato amador no Largo da Batata foi intencional, já que, em outubro, a Vans inaugurou um espaço multicultural na região, voltado para a comunidade da cidade. Com mais de 500m², o local traz apresentações musicais e artísticas abertas ao público, além de uma loja de aproximadamente 300m², que conta com linhas exclusivas de produtos no Brasil.

Divas Skateras estará presente no evento para destacar o skate feminino e todas as emoções dessa etapa final. Fique ligado(a)!

Cronograma (sujeito a alteração)

Informações por MKTMix Assessoria de Comunicação e Shimai Eventos

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BB LAB 2024 Consagra Duda Ribeiro e Alice Lisboa Como Campeãs do Circuito https://divaskateras.com.br/blog/bb-lab-2024-consagra-duda-ribeiro-e-alice-lisboa-como-campeas-do-circuito/17/12/2024/ Tue, 17 Dec 2024 21:12:39 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=5138 No Circuito BB LAB 2024, destaque para as skatistas Duda Ribeiro e Alice Lisboa, campeãs das modalidades Street e Park, respectivamente. Duda conquistou o título após vencer etapas em Belo Horizonte e Florianópolis, e garantir o segundo lugar em São Paulo. Já Alice Lisboa, vencedora em Belo Horizonte e vice em Florianópolis, encerrou sua participação […]

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No Circuito BB LAB 2024, destaque para as skatistas Duda Ribeiro e Alice Lisboa, campeãs das modalidades Street e Park, respectivamente. Duda conquistou o título após vencer etapas em Belo Horizonte e Florianópolis, e garantir o segundo lugar em São Paulo. Já Alice Lisboa, vencedora em Belo Horizonte e vice em Florianópolis, encerrou sua participação com a vitória em São Paulo, recebendo o troféu das mãos de Rayssa Leal.

Nos pódios das etapas finais realizadas em São Paulo, Manuh Moretti venceu no Street feminino, seguida por Duda Ribeiro e Brenda Moura. No Park feminino, Alice Lisboa liderou, com Maria Valentina e Manu Nogueira completando o pódio.

Fotos: @oohmatheux_ @firma.avi

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