Divas Skateras https://divaskateras.com.br/ Plataforma de skate feminino desde 2006 Thu, 05 Mar 2026 23:29:07 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://divaskateras.com.br/wp-content/uploads/2023/06/cropped-DIVAS-ICONE-REDONDO_PRETO-32x32.png Divas Skateras https://divaskateras.com.br/ 32 32 Inscrições abertas: Girls Skate Jam 2026 em Suzano com premiação em dinheiro e viagem exclusiva https://divaskateras.com.br/blog/inscricoes-abertas-girls-skate-jam-2026-em-suzano-com-premiacao-em-dinheiro-e-viagem-exclusiva/22/02/2026/ Sun, 22 Feb 2026 18:37:10 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=6869 Girls Skate Jam acontece no dia 14 de março, das 8h às 19h, reunindo skatistas de várias regiões do Brasil na Suzano Skate Park, uma das maiores pistas públicas do país. Mais do que uma competição, o evento é um movimento cultural que fortalece a presença feminina no skate, promovendo inclusão, representatividade e conexão entre […]

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Girls Skate Jam 2023

Girls Skate Jam acontece no dia 14 de março, das 8h às 19h, reunindo skatistas de várias regiões do Brasil na Suzano Skate Park, uma das maiores pistas públicas do país. Mais do que uma competição, o evento é um movimento cultural que fortalece a presença feminina no skate, promovendo inclusão, representatividade e conexão entre gerações dentro da cena.

A competição é dividida nas categorias Street e Park, com níveis Iniciante e Pro Open. A categoria Iniciante tem caráter formativo, e todas as participantes recebem medalhas de participação, incentivando novas skatistas.

Já a categoria Pro Open segue formato competitivo, com baterias de linhas cronometradas e premiação em dinheiro igual para ambas as modalidades: 

1º Lugar: R$ 3.000,00 
2º Lugar: R$ 2.000,00 
3º Lugar: R$ 1.000,00

E as surpresas não param por aí: além do pódio oficial, teremos premiações extras em dinheiro rolando durante todo o evento — então fique ligada! Para fechar com chave de ouro, a grande campeã do Street garante o prêmio dos sonhos: uma viagem exclusiva para o Rolê das Minas, na casa da nossa medalhista Rayssa Leal.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas neste link.

Chegamos à 3ª edição com as Divas Skateras garantindo a cobertura oficial do evento, ao lado da CemporcentoSKATE e da Black Media.

Girls Skate Jam é patrocinado pela Monster Energy, com o apoio da New BalanceMaze Shop e Prefeitura de Suzano.

Fotos: Anairam de Leon

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No Comply: irmãs mineiras criam o primeiro videogame de skate brasileiro https://divaskateras.com.br/blog/no-comply-videogame-skate-brasileiro/19/02/2026/ Thu, 19 Feb 2026 19:40:19 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=6851 O skate sempre foi mais do que manobra. É rua, é resistência, é identidade. E agora, também é videogame, feito no Brasil, por mulheres, e com os pés fincados na cultura urbana. Criado pelas irmãs Gabriela (22) e Mariana Barbosa (25), de Belo Horizonte (MG), o No Comply marca um momento histórico ao se tornar […]

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O skate sempre foi mais do que manobra. É rua, é resistência, é identidade. E agora, também é videogame, feito no Brasil, por mulheres, e com os pés fincados na cultura urbana. Criado pelas irmãs Gabriela (22) e Mariana Barbosa (25), de Belo Horizonte (MG), o No Comply marca um momento histórico ao se tornar o primeiro videogame de skate brasileiro, traduzindo o cenário das ruas para um jogo acessível, gratuito e pensado para quem vive o skate no dia a dia.

Em um universo onde tanto o skate quanto os videogames ainda carregam marcas de exclusão e estigmas, o projeto surge como uma resposta criativa e política. O No Comply conecta representatividade, diversidade e vivência real, propondo uma nova forma de olhar para esses espaços historicamente ocupados por homens. Mais do que fugir do segurança dentro do jogo, a experiência convida o jogador a escapar de padrões antigos e abrir espaço para novas narrativas.

Para entender como esse jogo saiu das ruas de Belo Horizonte para ganhar o mundo e por que ele importa para a cena do skate, conversamos com Gabriela e Mariana Barbosa sobre processo criativo, cultura urbana e os próximos passos do No Comply.

ENTREVISTA

O “No Comply” nasce com a proposta de desestigmatizar o skate e valorizar a cultura urbana brasileira. Em que momento vocês perceberam que o jogo precisava ir além do entretenimento e assumir também esse papel cultural e social?

“Aproximamo-nos do universo do skate após produzir um documentário sobre a Cavepool e desde então, trouxemos para a nossa plataforma alguns dos maiores nomes do skate brasileiro. Durante as conversas que tivemos com os skatistas, ouvimos relatos sobre a dificuldade de praticar o esporte no país, especialmente devido ao preconceito que ainda existe com a cultura do skate. Com base nesses relatos e na necessidade de celebrar essa cultura, surgiu a ideia do projeto.”

“No processo de desenvolvimento de um videogame, temos que tomar decisões o tempo inteiro, desde as mecânicas centrais do jogo até a cor da moeda que o jogador vai coletar. Se as cédulas que vemos todos os dias são azuis, violetas e amarelas, por que faríamos o dinheiro no nosso jogo verde? Nesses momentos de decisão, tornar o jogo inclusivo e traduzir a cultura brasileira foi totalmente natural. “

“Mas além disso, desde o início sabíamos que, ao desenvolver um videogame de skate, estávamos trabalhando com uma cultura extremamente rica, diversa e importante para o nosso país, sendo o skate o segundo esporte mais praticado pela população, então sempre tivemos muita responsabilidade em criar um produto que fizesse jus ao que o skate representa para tantas pessoas.”

A escolha por desenvolver um jogo gratuito, para celular e sem anúncios intrusivos foge do padrão do mercado. Como essa decisão dialoga com a realidade dos skatistas e do público brasileiro que vocês querem alcançar?

“No Brasil, consoles e PCs de alta performance ainda são artigos de luxo. Se o nosso propósito com o No Comply é desestigmatizar o skate e celebrar a cultura urbana brasileira, seria incoerente criar um produto que exclui a maior parte dessa mesma população. No Brasil, mais de 80% da população consome jogos digitais e metade dos jogadores preferem os smartphones.”

“Já a escolha de tornar esse jogo gratuito e sem anúncios intrusivos é incomum no mercado de jogos mobile mas, como é o nosso primeiro jogo, remover a barreira de entrada e os atritos da experiência do consumidor era essencial, especialmente sabendo que 40% do público brasileiro consome exclusivamente jogos gratuitos. O skate sempre foi uma cultura de rua, acessível e democrática – fazer um jogo pago ou restrito a plataformas inacessíveis iria na contramão dessa essência.”

O sistema de customização do jogo é extremamente amplo e inclusivo. De que forma essa liberdade de criação reflete a visão de vocês sobre diversidade dentro do skate e dos videogames?

“Acreditamos que a diversidade é um dos pilares mais importantes da nossa cultura, especialmente a do Brasil, mas sabemos que ela ainda falha em ser alcançada em muitos espaços. Tratando-se de skate e videogames, existem estereótipos relacionados aos consumidores e agentes desses universos, especialmente no que diz respeito a gênero, mas, como jovens mulheres, sabemos que eles não condizem com a realidade. No caso dos videogames, as mulheres são a maioria dos jogadores brasileiros.”

“O skate sempre foi um espaço de expressão e identidade, e os videogames também têm se tornado cada vez mais ferramentas de representação e pertencimento. Por isso, criar um sistema de customização inclusivo foi uma das primeiras decisões do projeto.”

A equipe Divas agradece a Gabriela e Mariana Barbosa pela disponibilidade e pela troca ao longo da entrevista. O No Comply segue em desenvolvimento e tem lançamento previsto ao longo de 2026. Já estamos ansiosas para jogar!

TEASER – NO COMPLY

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@slimbimedia

@slimbigames

@lilgabs

@mariblinda

CRÉDITOS

Texto: Lorena Nunes

Fotos: Slimbi Media

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Maia Santos lança truck com assinatura e consolida trajetória no downhill feminino https://divaskateras.com.br/blog/maia-santos-lanca-truck-assinado-downhill/09/02/2026/ Tue, 10 Feb 2026 01:21:57 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=6718 A atleta brasileira Maia Santos, referência no skate downhill nacional, alcança um novo marco em sua trajetória ao lançar comercialmente um truck com sua assinatura. Resultado de um processo técnico que reflete sua própria experiência nas descidas íngremes e curvas desafiadoras da modalidade. Para além de ser um nome estampado no equipamento, essa assinatura nasce […]

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A atleta brasileira Maia Santos, referência no skate downhill nacional, alcança um novo marco em sua trajetória ao lançar comercialmente um truck com sua assinatura. Resultado de um processo técnico que reflete sua própria experiência nas descidas íngremes e curvas desafiadoras da modalidade. Para além de ser um nome estampado no equipamento, essa assinatura nasce da vivência contínua de Maia no downhill e da busca por performance e segurança em alta velocidade, aspectos que a atleta mesma destacou como fundamentais durante a entrevista concedida ao Divas.

O truck assinado por Maia evidencia avanços no desenvolvimento de equipamentos para downhill no Brasil, uma modalidade que demanda precisão, controle e confiabilidade. A participação direta da atleta no processo reforça a importância de soluções construídas a partir da prática real de quem vive o esporte.

Esse movimento também amplia os caminhos possíveis dentro do skate. Já reconhecida por sua atuação sólida no downhill brasileiro, Maia expande sua trajetória ao participar do desenvolvimento de um equipamento técnico, mostrando possibilidades de atuação que vão além da competição tradicional.

Ao mesmo tempo, a trajetória de Maia dialoga com uma representatividade que vai além das pistas. Como mulher trans em um esporte ainda dominado por narrativas masculinas, sua presença tanto como atleta quanto como participante no processo de desenvolvimento de produto traz um significado adicional para mulheres skatistas e pessoas LGBTQIA+. A conquista reforça que o downhill, assim como outras vertentes do skate, é um espaço em que trajetórias diversas têm lugar e voz, contribuindo para uma cultura mais inclusiva e plural.

Para skatistas e entusiastas, o lançamento do truck com assinatura de Maia passa a ser mais que um novo item no mercado: é um exemplo de como experiência técnica e identidade se cruzam na produção de know-how esportivo. Ao registrar esse momento, o Divas celebra não apenas o produto em si, mas a narrativa de superação, técnica e engajamento que ela representa.

A seguir, o Divas apresenta uma entrevista especial com Maia Santos, na qual a atleta aprofunda aspectos do desenvolvimento do truck, sua trajetória no downhill e a importância desse lançamento em sua carreira, a partir de sua própria experiência e visão sobre o skate.

ENTREVISTA – Maia Santos

O lançamento de um truck com a sua assinatura marca um momento importante na sua trajetória. O que esse projeto representa para você enquanto atleta de downhill e enquanto mulher trans dentro de um nicho ainda pouco diverso?

“Eu já fazia parte do time Folc Longboards há alguns meses, quando os idealizadores me informaram que tinham interesse em fazer uma edição do truck Curupira com minha assinatura e cor de preferência. Demorou algum tempo para que eu pudesse assimilar tamanha emoção e as camadas do que isso representava. Frequentemente mulheres trans não tem suas conquistas legitimadas, dentro e fora do esporte. Quando alguma notícia nesse sentido ganha visibilidade, as atletas costumam ser alvos de comentários violentos e transfóbicos, sem contar as dezenas tentativas de alguns parlamentares de aprovar projetos de lei a favor do banimento de pessoas trans em competições. Desta maneira, esses momentos especiais que deveriam ser apenas de celebração das esportistas trans, misturam-se a mais um teste espinhoso de resiliência emocional. Ainda falta muita representatividade trans no esporte e o porquê disso acontecer é um debate profundo. Tenho orgulho imenso e me sinto lisonjeada a ser uma mulher trans brasileira a ter um truck assinado.”

Depois de meses andando com essa geometria em situações bem diferentes: drops, asfaltos e setups variados… O que esse processo de teste te ensinou sobre o truck e sobre a forma como você constrói confiança na velocidade?

“Eu ando de skate há 9 anos, sendo 8 anos em longboard, todas as peças que eu usava, até pouco tempo atrás, eram de baixa confiabilidade por serem de segunda mão. Quando surgiu a oportunidade de trabalhar com a FOLC, usando o truck Curupira, meu rolê evoluiu anos em meses! Foi a primeira vez que usei um truck de precisão, praticando manobras em altas velocidades 70km/h – 90km/h que antes eu nem tentava! A confiabilidade dos trucks vem da preocupação da marca, não somente em pesquisar o que há de melhor em tecnologia no mercado, mas principalmente em escutar os atletas para entender como podem aprimorar seus produtos. Uma dedicação de skatistas para skatistas! Hoje digo, confortavelmente, que chego a 130km/h com esses trucks e o limite é apenas o quanto tenho de coragem para ir além.”

“Yaguareté” significa onça verdadeira. Por que era importante que esse truck carregasse esse nome e de que forma ele expressa respeito ao território, à ancestralidade e à sua própria forma de existir e correr?

“O Yaguareté vem como um símbolo que me representa e fortalece. Ser uma mulher trans em um esporte predominantemente dominado por homens e vivendo neste país que lidera, pelo 16º ano consecutivo, os índices globais de assassinatos contra a população trans e travesti, é um desafio diário. Na Constituição Federal, todos temos direito ao esporte. Mas sabemos que alguns corpos não são bem aceitos e recebem pouco ou nenhum incentivo. A onça entra nesse contexto, um símbolo forte e imponente da nossa mata. Ninguém pergunta pra onça por que ela está ali, ninguém pergunta pra onça o gênero dela, ninguém pergunta pra onça se deve ou não ser respeitada. Ela simplesmente é respeitada como deveria ser. Representa o futuro que desejo a todas as trans e travestis – que tenham suas forças reconhecidas e que possam se sentir confortáveis para ocupar todo espaço que desejarem. Esse chão também nos pertence. Que a história não nos apague.”

O Divas agradece a Maia Santos pela disponibilidade em compartilhar sua trajetória e os detalhes desse momento tão significativo de sua carreira. A conquista do truck com assinatura própria representa um marco importante para o skate downhill brasileiro e para a ampliação de referências dentro do esporte. Registrar essa história é parte do compromisso do Divas com a valorização de trajetórias que constroem, diariamente, novos caminhos no skate.

ENCONTRE SUA SKATISTA

@maia.san_

CRÉDITOS

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL MAIA SANTOS

TEXTO DE LORENA NUNES

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Ingrid Franco lança “Antinomia”: primeira vídeo parte após 20 anos de skate! https://divaskateras.com.br/blog/ingrid-antinomia-skate-feminino/30/01/2026/ Fri, 30 Jan 2026 16:03:10 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=6689 Após duas décadas de dedicação ao skate, a profissionalização, vivência nas ruas e imersão na cultura urbana, Ingrid apresenta Antinomia, sua primeira vídeo parte oficial em colaboração com a Black Media. O lançamento marca um momento histórico em sua trajetória e se destaca como um registro potente do skate feminino e da presença de mulheres […]

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Após duas décadas de dedicação ao skate, a profissionalização, vivência nas ruas e imersão na cultura urbana, Ingrid apresenta Antinomia, sua primeira vídeo parte oficial em colaboração com a Black Media. O lançamento marca um momento histórico em sua trajetória e se destaca como um registro potente do skate feminino e da presença de mulheres fortes na cena.

Antinomia surge como uma narrativa sobre identidade, resistência e amor ao skate. A parte mistura referências de arte, música, filosofia e cultura de rua, elementos que acompanham Ingrid desde o início da sua caminhada. O próprio nome do projeto dialoga com o conceito de “antinomias”, do filósofo Immanuel Kant, que aborda contradições e dualidades da existência, algo que se conecta diretamente com os altos e baixos de uma trajetória longa no skate.

A vídeo parte também carrega influências de experiências marcantes dentro da cultura do skate, incluindo a convivência com Chorão, figura icônica que ajudou a difundir o skate no Brasil e a fortalecer a ligação entre música e skateboarding. Essas vivências contribuíram para que Ingrid enxergasse o skate como linguagem cultural e forma de ocupar espaços.

Outro ponto central de Antinomia é a representatividade. Ingrid construiu sua jornada conciliando skate, estudo, arte e maternidade, mostrando que é possível permanecer ativa na cena em diferentes fases da vida. Sua vídeo parte se soma ao movimento de valorização do skate feminino no Brasil, incentivando novas gerações de mulheres, mães e skatistas que ainda buscam espaço e visibilidade.

Nesta entrevista ao Divas, Ingrid fala mais a fundo sobre o significado de Antinomia, seus desafios nas filmagens e o impacto que deseja gerar. A conversa revela uma skatista que não apenas anda, mas pensa, vive e constrói cultura através do skate.

Entrevista com Ingrid Franco:

“Antinomia” é descrita como uma declaração de amor ao skate e tem um título que remete a ‘contradição’ ou ‘conflito’. O que esse título significa para você, pessoalmente, e como ele se conecta com sua jornada no skate ao longo dos anos?

“Salve salve Divas! Satisfação imensa falar com vocês! A proposta do nome ANTINOMIA, vem direto da minha relação com o skate e a vida, a influência da filosofia e a arte dentro do contexto da rua, e todos aspectos que observei nesses anos me mostraram que a verdade em si, não necessariamente vem de uma fonte só, e quando me aprofundei nas pesquisas sobre Kant me familiarizei com o conceito das ANTINOMIAS, onde o Kant acredita que todos os seres racionais se façam a pergunta, de onde viemos, pra onde vamos e essas questões da metafísica são contraditórias, ou seja o skate sempre me mostrou essa verdade, a complexidade de uma manobra e tudo que vem na superação e amor ao skate.”

Sendo essa a sua primeira vídeo parte oficial depois de mais de duas décadas de experiência no skate, quais foram os maiores desafios que você enfrentou durante a filmagem e como você os superou?

“Filmar na rua exige muito foco, quando iniciamos o projeto eu e o Douglas Marques sabíamos o nome, e o que eu trouxe para ele as refs, ele me falou algumas, e imaginávamos transmitir o skate como uma cultura, o fato de eu ter me tornado artista foi uma influência direta do skate, consumir as artes, as músicas ligadas a cultura do skate. Acredito que tive muita sorte de ter o Chorão como melhor amigo e estar na crew dele na época me fez conhecer muitas pessoas que viveram a parada com alma e verdade. Costumávamos nos reunir para assistir os vídeos de skate, olhar pra história é colocar o skate no mundo, além do skatista, sempre gostei de levar o skate para todos lugares, ocupar espaços. Realmente em alguns momentos parece impossível, e o mais difícil é acreditar em nós mesmos e entender que podemos influenciar e inspirar pessoas, e digo isso para além do ego e vaidade e sim como uma construção mesmo, do indivíduo.”

Como você acha que essa vídeo parte vai inspirar outras mulheres, mães ou pessoas que estão há muito tempo no skate mas ainda não tiveram uma oportunidade de aparecer em uma produção assim?

“Se você tiver esse sonho, tente realizar ele, se organize, faça parcerias, observe as pessoas que já fizeram também, é importante respeitar a história e fazer coisas novas. Entender o que você quer passar, criar um conceito, pesquisar referências. A vídeo parte marca um momento da vida do (a) skatista, em 2025 passei pra categoria profissional, e completei 20 anos andando de skate, nesse tempo fiz inúmeras coisas, como estudo, maternidade, e depois de tudo tive ainda mais certeza do quanto ainda posso fazer com o skate, e deixar um registro é algo muito gratificante, pois nós podemos ser várias coisas, estamos aqui pra aprender e ensinar, acredito que o skate vai para além das manobras e isso que tento passar com meu skate. Poder influenciar e inspirar alguém me dá muita força, pois já dizia o Tupac Shakur viemos de uma mulher, precisamos entender e respeitar o espaço da mulher e essa é a realidade hoje e cada vez mais, tenho certeza! Skatista não cai, skatista se levanta!”

Em nome do Divas, parabenizamos a Ingrid por essa conquista que representa história, vivência e contribuição real para o skate feminino. “Antinomia” registra uma trajetória de consistência, paixão e construção de cultura no skate ao longo de décadas. Celebramos sua caminhada, sua força e tudo o que você inspira dentro e fora das pistas. Que esse lançamento ecoe, abra caminhos e fortaleça ainda mais as mulheres na cena. O Divas reconhece e celebra seu legado!

VÍDEO PARTE – “ANTINOMIA”

ENCONTRE SUA SKATISTA:

@ingrid.inr

CRÉDITOS

TEXTO DE LORENA NUNES

FOTOS: DOUGLAS MARQUES E BEATRIZ FRANCO

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ElasNuskt promove encontro feminino na nova pista em Natal – RN https://divaskateras.com.br/blog/elasnuskt-promove-encontro-feminino-na-nova-pista-em-natal-rn/27/01/2026/ Tue, 27 Jan 2026 15:59:21 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=6442 Natal ganhou um novo ponto de encontro para o skate no dia 24 de janeiro, com a inauguração de uma nova pista pública na cidade. A novidade rapidamente se transformou em palco de articulação cultural e fortalecimento da cena feminina local. Aproveitando esse momento, Jane, idealizadora do coletivo ElasNuskt, decidiu transformar a inauguração em uma […]

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Natal ganhou um novo ponto de encontro para o skate no dia 24 de janeiro, com a inauguração de uma nova pista pública na cidade. A novidade rapidamente se transformou em palco de articulação cultural e fortalecimento da cena feminina local.

Aproveitando esse momento, Jane, idealizadora do coletivo ElasNuskt, decidiu transformar a inauguração em uma ação concreta de fomento ao skate feminino. O encontro integrou uma ação cultural em colaboração com o Mutirão Teimoso, reunindo meninas de diferentes idades e níveis de experiência para vivenciar o skate de forma coletiva, segura e acolhedora.

A programação contou com roda de conversa, orientações para o uso consciente da pista, aula de skate e atividades pensadas para estimular tanto quem já anda há anos quanto quem estava subindo no skate pela primeira vez.

Vozes veteranas da cena local

Durante a ação, as Divas conversaram com Lilian e Duda, veteranas do skate em Natal, que destacaram a importância da nova pista para o crescimento da cena:

O que vocês acham da nova pista de skate aqui em Natal? Vocês sentem que ela vai mudar algo na cena local?

Lilian: “Eu acho que sim, porque a pista é muito boa, dá pra evoluir muito e assim ter mais meninas andando.”

Duda: “Eu também acho, ela é muito boa e vai incentivar mais meninas a andarem de skate.”

Quando o assunto é a importância de um coletivo feminino como o ElasNuskt, as duas reforçam o papel do apoio mútuo:

Para vocês, qual é a importância de existir um coletivo feminino como o ElasNuskt para fortalecer as meninas e incentivá-las a permanecerem na pista?

Duda: “Eu acho muito importante porque tem meninas que têm vergonha de andar de skate sozinhas.”

Lilian: “E isso é um jeito de apoiar mais as meninas nos esportes.”

Primeiro contato com o skate

A ação também abriu espaço para novas histórias começarem. Agatha e Roberta, meninas locais de Natal, tiveram ali o primeiro contato com o skate:

Vocês já andavam de skate antes ou esse foi o primeiro contato com o skate na vida de vocês?

Agatha: “A primeira vez, tá sendo legal e divertido porque eu posso aprender mais…”

Roberta: “Meu primeiro contato. Eu tô fazendo a aula de skate e tá sendo muito legal, e também vou vir mais vezes.”

Os relatos mostram como iniciativas como essa podem ser decisivas para transformar curiosidade em permanência, algo fundamental para a renovação da cena.

Uma homenagem que atravessa gerações

A pista também carrega uma homenagem carregada de significado. O espaço celebra a memória de Ana Patrícia, skatista pioneira que representou o Nordeste no início dos anos 2001 e deixou uma marca profunda na história do skate feminino. Ana foi referência em uma época em que a presença das mulheres na cena ainda era rara e desafiadora.

Sua história permanece viva nas pistas e nas narrativas que seguem sendo contadas. A trajetória de Ana Patrícia foi registrada em uma entrevista especial para o quadro “Pioneiras”, reforçando a importância de preservar a memória de quem veio antes e ajudou a tornar possível o skate feminino que vemos hoje.

COMO ENCONTRAR COLETIVO ELASNUSKT:

@janecleide339

CRÉDITOS

TEXTO DE LORENA NUNES

FOTOS DE ERRE RODRIGO

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Iracemas realiza o 1º Rolê das Minas de 2026 em Fortaleza – CE https://divaskateras.com.br/blog/iracemas-coletivo-feminino-skate-ceara-role-das-minas-2026/26/01/2026/ Mon, 26 Jan 2026 23:43:02 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=6422 O skate feminino no Ceará ganhou um novo impulso em 2026. No dia 18 de janeiro, a Praça Dragão do Mar, em Fortaleza (CE), foi palco do 1º Rolê das Minas do Iracemas, um coletivo recém-criado que chega com a proposta de fortalecer a presença das mulheres na cena local e criar um espaço mais […]

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O skate feminino no Ceará ganhou um novo impulso em 2026. No dia 18 de janeiro, a Praça Dragão do Mar, em Fortaleza (CE), foi palco do 1º Rolê das Minas do Iracemas, um coletivo recém-criado que chega com a proposta de fortalecer a presença das mulheres na cena local e criar um espaço mais unido, acolhedor e constante para as skatistas da região. O encontro reuniu meninas de diferentes idades e vivências no skate, mostrando que a cidade tem potência, talento e vontade de ocupar as pistas.

O rolê reuniu skatistas de diferentes idades e trajetórias em um ambiente de troca e convivência, reforçando a importância de espaços onde as minas possam andar juntas com mais constância e segurança. A proposta do Iracemas segue nessa direção: Fortalecer a presença feminina na pista, aproximar quem já está na cena de quem está começando e incentivar encontros frequentes que contribuam para a continuidade do skate feminino em Fortaleza.

Pra entender melhor o que motivou o nascimento do coletivo, como foi esse primeiro rolê e como as organizadoras enxergam a realidade do skate no estado, a gente conversou com Karol Lima, uma das skatistas à frente do Iracemas. Confira a entrevista completa abaixo:

Como surgiu a ideia do rolê/coletivo?

“A ideia surgiu muito da necessidade mesmo. Apesar de sabermos que tem um grande número de meninas praticantes de skate a gente sentia falta de ver as meninas juntas, ocupando e trocando vivência sem pressão. Muitas vezes as minas andam isoladas, ou chegam na pista e não se sentem tão à vontade. O rolê veio pra criar esse espaço de conexão entre nós mesmas, de incentivo, onde todo mundo se fortalece e cresce junto.”

Como foi o rolê? Já estão pensando nos próximos encontros?

“Foi maravilhoso, era exatamente isso que nós precisamos pra reacender a chama. Tivemos várias gerações presentes e foi muito marcante. A ideia é fazer periodicamente pra manter essa energia e incentivar cada vez mais meninas a andarem e estarem juntas na sessão.”

Como está a cena no Ceará?

“A cena do Ceará é resistente, parece um cacto, que mesmo com pouco cuidado consegue sobreviver, firme e forte. Tem muitas skatistas talentosas, em geral, mas infelizmente falta incentivo e estrutura. As vezes a maioria se desmotiva ao longo dos anos, mas seguimos firmes com esperança na melhora.”

As Divas agradecem demais à Karol Lima por compartilhar essa caminhada com a gente e por fortalecer a cena com tanta dedicação. Que o Iracemas siga crescendo, conectando mais minas e abrindo cada vez mais espaço para o skate feminino no Ceará. Sucesso nos próximos rolês!

COMO ENCONTRAR O COLETIVO:

@iracemastreet

CRÉDITOS

TEXTO DE LORENA NUNES
FOTOS: ARQUIVO DIGITAL DO IRACEMAS + Anderson André

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Confira as Vídeo Partes Femininas de 2025 https://divaskateras.com.br/blog/video-partes-femininas-de-2025/19/01/2026/ Tue, 20 Jan 2026 00:45:48 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=6406 Em parceria com a 55 Vídeo Magazine (@55videomagazine), reunimos neste post uma lista com vídeo partes femininas lançadas ao longo de 2025. Mais do que um compilado, esta seleção funciona como um registro importante da produção audiovisual das mulheres no skate e, ao mesmo tempo, como um incentivo para que novas skatistas se sintam motivadas […]

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Em parceria com a 55 Vídeo Magazine (@55videomagazine), reunimos neste post uma lista com vídeo partes femininas lançadas ao longo de 2025. Mais do que um compilado, esta seleção funciona como um registro importante da produção audiovisual das mulheres no skate e, ao mesmo tempo, como um incentivo para que novas skatistas se sintam motivadas a filmar, criar e publicar seus próprios projetos.

A proposta desta lista não é apenas olhar para o que já foi feito, mas reconhecer o valor de cada vídeo como parte da construção coletiva da cena. Cada manobra registrada, cada sessão gravada e cada parte lançada representam dedicação, consistência e presença. Vídeo partes são, também, uma forma de documentar evolução, estilo e trajetória. Além de ampliarem a visibilidade do skate feminino e fortalecerem a cultura do street, das crews e das produções independentes.

Com isso, o objetivo para 2026 é claro: ampliar ainda mais o número de produções autorais, incentivar novas colaborações entre skatistas e videomakers e contribuir para que mais projetos saiam do papel. As Divas Skateras seguem comprometidas em divulgar, valorizar e impulsionar iniciativas que movimentam a cena, fortalecendo redes e criando espaço para que mais mulheres tenham suas histórias registradas e reconhecidas.

A seguir, disponibilizamos a lista completa com os links das vídeo partes femininas em 2025, organizada em parceria com a @55videomagazine. Convidamos você a assistir, compartilhar e acompanhar essas produções, que representam o processo e a força de uma cena em constante crescimento.

LISTA DAS VÍDEO PARTES:

CBGang – 323 WW (Karol Lima): 13:08 – 14:05

Simplesmente… Legado 06 (Rebeca Meireles):

The Future is Bright – Volcom Vídeo Parte (Manuh Moretti):

DISREGULATED (Vitória Bortolo):

VENTURE PART (Vitória Mendonça):

About Time (Marina Gabriela):

CRÉDITOS:

TEXTO DE LORENA NUNES

ENCONTRE SUA SKATISTA:

@karool_lima

@rebecai.i

@manuhmorettisk8

@vitoriabortolo

@vimend0nca

@marinaskater

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Paulinha se torna a primeira brasileira a completar 6 horas ininterruptas no Ultra Skate https://divaskateras.com.br/blog/paulinha-primeira-brasileira-6-horas-ultra-skate/09/01/2026/ Fri, 09 Jan 2026 16:07:52 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=6395 O skate sempre foi múltiplo, diverso em formas, terrenos e possibilidades. Nem todas as modalidades, porém, recebem a mesma visibilidade e o skate de longa distância é uma delas. Essa vertente do skate é focada em percursos extensos, resistência física e constância, onde o desafio não está na manobra, mas na permanência: remar por quilômetros, […]

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O skate sempre foi múltiplo, diverso em formas, terrenos e possibilidades. Nem todas as modalidades, porém, recebem a mesma visibilidade e o skate de longa distância é uma delas. Essa vertente do skate é focada em percursos extensos, resistência física e constância, onde o desafio não está na manobra, mas na permanência: remar por quilômetros, por horas, mantendo ritmo, técnica e controle do corpo e da mente. Foi justamente nesse território ainda pouco explorado no Brasil que, no final de 2025, uma brasileira escreveu um capítulo histórico.

Aos 37 anos, Paula Conc, conhecida como Paulinha, se tornou a primeira mulher brasileira a completar uma prova oficial de Ultra Skate, permanecendo 6 horas ininterruptas sobre o skate durante a 3ª Maratona & UltraSkate 6 Horas Brasil, realizada em 14 de dezembro de 2025, no Speedland, em São Paulo.

A prova reuniu atletas do skate de longa distância, push race e patins de velocidade. Paulinha foi a única mulher entre quatro competidores e todos concluíram o desafio. Mais do que um resultado esportivo, sua participação simboliza a presença das mulheres brasileiras no Ultra Skate, uma modalidade ainda pouco difundida no país, mas já consolidada internacionalmente em provas de resistência e longa duração.

A seguir, Paulinha compartilha sua trajetória, os desafios físicos e mentais da ultramaratona, o processo de preparação, o significado desse feito para o skate feminino brasileiro e a mensagem que deixa para outras mulheres que desejam explorar o skate para além dos formatos tradicionais:

Qual é a sua relação com o skate de longa distância? Como começou essa conexão e o que te motivou a participar do Ultra Skate, encarando uma maratona de 6 horas ininterruptas sobre o skate?

“A primeira vez que tive contato com essa modalidade foi através de uma corrida de skate de 5km que aconteceu no Aterro do Flamengo aqui no Rio em 2023. Eu vi a chamada pelo instagram e resolvi me desafiar, pois eu não sabia se teria essa capacidade de remar por 5km. Quando eu andava de street em grupo e tínhamos que remar de um pico para o outro, eu geralmente ficava pra trás e tinha muita dificuldade. Rs! Então, foi um desafio pessoal. A minha meta era não cair durante a corrida e tentar finalizar. E quando passei na linha de chegada fiquei muito feliz, me senti realizada. E melhor, eu tinha ganhado! Haha! Na época eu corria, fazia funcional e praticava luta, enquanto também andava de skate freestyle. Acho que tudo isso me ajudou no resultado.”

“No ano seguinte, soube de uma corrida de skate que acontecia em São Paulo, voltada para Skate de Longa Distância. Mais uma vez, resolvi me desafiar. Planejei a viagem, tudo certinho. E me inscrevi na corrida de 10 km. O evento era dentro de um kartódromo, o que tornava, na minha concepção, tudo muito mais mágico e legal. No dia, largamos debaixo de chuva, o que tornou o desafio mais difícil e empolgante! E mais uma vez, consegui finalizar o desafio. E fiquei muito feliz e orgulhosa de mim. Saí de lá pensando que gostaria de correr novamente, e participaria do evento no próximo ano.”

“Em casa, comecei a procurar mais informações sobre a modalidade e descobri que nos outros países o pessoal participava de eventos de 24 horas. E uma mulher, a Lena Maringdal, havia batido o recorde mundial na categoria feminina de LDP num evento de Ultra skate. Achei aquilo simplesmente maravilhoso e muito inspirador. Então, determinei que iria fazer uma distância maior do que eu havia feito antes. E foi então que me dei conta de que aqui no Brasil ainda não tínhamos uma representante oficial de Ultra skate. Achei um absurdo e fiquei revoltada: “Como assim? Logo o Brasil? Isso não pode. Vou lá mudar isso agora!” Hahaha! E comecei a me preparar para o desafio das 6 horas do evento de ultra skate aqui do Brasil.”

Durante as seis horas de prova, qual foi o maior desafio físico e mental que você enfrentou?

“Quando decidi correr a UltraSkate eu compreendia o tamanho do desafio. E tinha plena noção e responsabilidade do que viria pela frente. Mesmo sendo uma pessoa que já tinha alguma afinidade com corridas de resistência e tendo praticado outros esportes que exigiam muito do corpo, eu sabia que precisaria me preparar muito bem, pois a minha saúde estaria em jogo. Não era só um desafio esportivo. O objetivo era finalizar a corrida e bem de saúde.”

“Durante praticamente um ano me dediquei a exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular, além de estudar muito sobre alimentação, reações do corpo humanos a estímulos e ambientes variados, questões de saúde no processo de corrida, entre outras coisas. Como divulgadora científica, busquei em fontes confiáveis a maioria das informações e estudei mesmo, e testava nos treinos. Fui me adaptando da melhor forma e com inteligência, porque às vezes a gente pode até finalizar uma prova, mas a conta chega depois. Não sou desse jeito.”

“Conversei com ultramaratonistas de rua, skatistas (inclusive a Lena) e muitas outras pessoas. Então, foi um processo feito com muito cuidado. Mentalmente eu estava pronta, porque eu sempre gostei de desafios de resistência, e sendo uma pessoa introvertida, passar bastante tempo comigo mesma era tranquilo. Haha! O mais difícil foi controlar a ansiedade mesmo.”

“Durante a prova não senti dor nem cansaço, e tudo ocorreu dentro do que eu havia planejado. Minha maior maior preocupação era conseguir andar com o skate que era emprestado! Isso mesmo! Quando soube onde aconteceria o evento, meu skate não seria bom para curvas pequenas, pois o kartódromo escolhido as curvas eram menores. Então, a galera dos LongClassics aqui do Rio logo arranjaram um pra mim que seria adequado, faltando uma semana para o evento. Mas deu tudo certo! Fui com dois skates montados e preparados para tudo! Haha!”

“Finalizei bem a prova, com tudo certo e saúde impecável! Durante e depois. Nenhum cansaço, nenhuma dor. Só fome mesmo de um bom prato de comida! Hahaha”

“Teve uma coisa engraçada na competição… É que eu estava na fase de comer manga, mas estava difícil achar manga boa pra comer nos hortifrútis. E pra pegar da árvore tinha que ter sorte. Quando cheguei no kartódromo, na parte do fundo da pista tinha uma mangueira. E pasmem, carregada de mangas. Muita manga, muita mesmo. Na árvore, no chão. E eu só vi isso depois que começou a competição. Ou seja, fiquei 6 horas ali passando pela manga, sem poder pegar nenhuma e falando pra mim mesma “quando terminar isso aqui, vou achar uma sacola e catar um monte delas. Vou comer manga até dizer chega!” Hahaha”

“Acabou que terminei a prova, e no alvoroço de tudo, não peguei as mangas. Hahahaha Voltei pro Rio sem manga.”

O que esse feito representa para você, pessoalmente, e para o skate feminino brasileiro?

“Depois do desafio UltraSkate fiquei feliz por ter conseguido colocar nós, mulheres brasileiras, oficialmente no mapa da UltraSkate mundial. É um alívio poder dizer “Opa! Estamos aqui!” É uma grande realização pessoal, e também uma emoção muito grande poder representar a gente nesse espaço. Eu tinha um objetivo, fui lá e fiz. Por mim, por nós! “Como pode um absurdo desses de não termos representantes oficiais na Ultra. Eu hein!” Hahahaha!”

Que mensagem você deixaria para outras mulheres que desejam explorar o skate para além dos formatos mais tradicionais?

“Primeiramente, ande de skate. Experimente os estilos, as modalidades, apenas por diversão. Skate é muito sobre socializar, conhecer culturas, se divertir. Depois disso, você escolhe o que vai fazer. Skate não é apenas ferramenta de competição. O seu coração e o tempo irão definir os caminhos que o skate irão te levar. Então, fique tranquila e aproveite tudo que puder.”

Gostaria de deixar alguns agradecimentos?

“Ao meu marido, que me apoiou em TODOS os momentos. E treinou comigo o longão de 6 horas num calor sobrenatural do Rio, e ainda parava pra comprar água e isotônico pra mim.”

“A minha amigona de infância Janifer, que subia na bicicleta dela e ia me acompanhando enquanto eu treinava.”

“Ao Chico, que me emprestou o skate para competir.”

“Aos instrutores Paula e Carlos da Acquafit, que com boa vontade me ajudaram com treinos musculares específicos pro desafio.”

“E toda galera dos LongClassics do Parque Radical de Deodoro, que sempre torciam, gritavam palavras positivas enquanto eu treinava.”

“Não esquecerei!”

O Divas Skateras agradece à Paulinha por compartilhar sua trajetória, sua dedicação e sua história com tanta generosidade. Registrar esse feito é também fortalecer a memória do skate feminino brasileiro e abrir caminhos para que mais mulheres se reconheçam, se inspirem e ocupem todos os espaços!

CRÉDITOS

TEXTO: LORENA NUNES

FOTOS: Jeferson Gaspar & Arquivo pessoal digital

ENCONTRE SUA SKATISTA:

@paula_conc

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MT Skate Pro inaugura maior pista de skate da América Latina e coloca Mato Grosso no mapa do skate brasileiro https://divaskateras.com.br/blog/mt-skate-pro-inaugura-maior-pista-skate-america-latina-cuiaba/26/12/2025/ Sat, 27 Dec 2025 00:42:01 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=6358 Entre os dias 17 e 21 de dezembro, Cuiabá entrou definitivamente para o mapa do skate brasileiro com a realização do MT Skate Pro, etapa final do Campeonato Brasileiro de Skateboarding nas categorias Amador, Master e Profissional, realizada pela Federação Mato-grossense de Skate e homologada pela Confederação Brasileira de Skateboarding. Pela primeira vez, a capital […]

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Entre os dias 17 e 21 de dezembro, Cuiabá entrou definitivamente para o mapa do skate brasileiro com a realização do MT Skate Pro, etapa final do Campeonato Brasileiro de Skateboarding nas categorias Amador, Master e Profissional, realizada pela Federação Mato-grossense de Skate e homologada pela Confederação Brasileira de Skateboarding.

Pela primeira vez, a capital mato-grossense sediou um evento desse porte, que também marcou a inauguração da maior pista de skate da América Latina, localizada no Parque Novo Mato Grosso. O evento representa um marco histórico para o skate do estado e simboliza o início concreto de um sonho antigo dos skatistas regionais, que por muitos anos precisaram lutar por oportunidades fora de Mato Grosso para conquistar visibilidade no esporte.


O MT Skate Pro consolidou-se como um verdadeiro divisor de águas para a cena local, ao oferecer uma estrutura de alto nível, forte presença de público e reconhecimento institucional. Para quem construiu o skate mato-grossense na base da resistência, o evento significou pertencimento, validação e a possibilidade real de desenvolvimento do esporte dentro do próprio território.


Nesse contexto, as Divas Skateras, conterrâneas de Cuiabá, tiveram papel central ao atuarem como mídia oficial do MT Skate Pro. A participação do coletivo reforça a importância da comunicação independente e do protagonismo feminino na construção da narrativa do skate, especialmente em momentos históricos como este. Estar presente não apenas nas pistas, mas também na cobertura e na memória do evento, é afirmar que o skate feminino também ocupa espaços de voz, registro e representatividade.


Um dos pontos altos do campeonato foi a presença de grandes nomes do skate feminino nacional, que se tornaram referência direta para as skatistas mais novas e para toda a cena local. Atletas como Dora Varella, Raicca Ventura, Maria Almeida, Isabelly Ávila e Maria Lúcia, entre outras, estiveram em Cuiabá, proporcionando uma troca fundamental entre gerações. Ver ídolas nacionais de perto, competindo e compartilhando o mesmo espaço, fortalece sonhos, amplia horizontes e cria referências reais para meninas que estão começando no skate.


Mesmo com chuvas pontuais ao longo dos dias de evento, a programação seguiu conforme o planejado, demonstrando organização e resiliência. E, como já é característico, o skate feminino entregou alto nível e muita intensidade, tanto nas disputas de Street quanto de Park, em todas as categorias: Amador, Master e Profissional. As atletas mostraram consistência e criatividade, confirmando a força e a evolução constante do skate feminino brasileiro.


O MT Skate Pro encerrou sua primeira edição com saldo extremamente positivo, deixando um legado que vai muito além dos resultados. O evento reafirma que Mato Grosso tem estrutura, público e atletas para sediar grandes competições e inaugura uma nova fase para o skate regional, onde oportunidades começam a surgir dentro de casa. Para o skate feminino, em especial, fica a certeza de que ocupar pistas, eventos e narrativas é parte essencial da construção de um futuro mais justo, diverso e potente para o esporte.


A seguir, o ranking oficial do Campeonato Brasileiro de Skateboarding 2025:


Street Pro Feminino:
Duda Ribeiro (@dudaribeirosk8)
Isabelly Ávila (@isabellyskate09)
Maria Lúcia (@marialuciask8)
Luiza Marchiori (@luizamarchiori)
Rafaela Murbach (@rafaelamurbach)


Park Pro Feminino:
Raicca Ventura (@raicca.ventura )
Mirella Haraguchi (@mirella.hoshi)
Dora Varella (@dora.varella)
Manuela Tomitake (@manuela_tomitake)
Alice Nassi (@alice.nassi)


Street Amador Feminino:
Julia Cidrão (@julia.cidrao)
Eloiza A. de Oliveira (@eloizaalves_sk8)
Bianca Batista de Godoi (@biagodoi_sk8)
Carol Suzaki (@carolsuzaki)
Daniela Vitória (@danielavitoriaskt)


Park Amador Feminino:
Maria Valentina F. H. Sorita (@mariavalentinafhs)
Sofia Dias (@sofiad.gomes)
Alice Casaña (@casanaalice)
Marina Brauner (@maisk8)
Valentina Gonçalves


Street Master Feminino:
Aline Dantas (@alines.dantas)
Thais Cristina Costa (@thacostask8)
Karina A. P. Muñoz (@kaoticamunoz_)

CRÉDITOS:
FOTOS: LUCIANO “TAIGUARA” & FERNANDO MARTINS
TEXTO LORENA NUNES

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Rayssa Leal é tetracampeã no SLS Super Crown 2025 https://divaskateras.com.br/blog/rayssa-leal-tetracampea-sls-super-crown-2025/08/12/2025/ Tue, 09 Dec 2025 00:01:29 +0000 https://divaskateras.com.br/?p=6343 No último domingo (7), o ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, ferveu com o público e o protagonismo delas: Rayssa Leal, de apenas 17 anos, conquistou pela quarta vez consecutiva o título do SLS Super Crown 2025, consolidando-se como referência absoluta do skate street mundial feminino. Além disso, o evento disponibilizou ingressos especialmente para as […]

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No último domingo (7), o ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, ferveu com o público e o protagonismo delas: Rayssa Leal, de apenas 17 anos, conquistou pela quarta vez consecutiva o título do SLS Super Crown 2025, consolidando-se como referência absoluta do skate street mundial feminino.

Além disso, o evento disponibilizou ingressos especialmente para as Divas Skateras, dando a oportunidade de meninas acompanharem a etapa ao vivo.

Desde a volta inicial, Rayssa assumiu a ponta mesmo após sofrer uma entorse no tornozelo direito. Em uma verdadeira prova de superação, manteve-se firme, consistente e focada. Em manobras clássicas no corrimão, ela simplesmente entregou tudo na pista.

Entre as adversárias estavam as japonesas Coco Yoshizawa, Yumeka Oda, Funa Nakayama e Liz Akama, além da australiana Chloe Covell. Porém, foi Rayssa quem brilhou com força, estilo e precisão, garantindo o tão celebrado tetracampeonato e levando o Super Crown 2025.

Para as minas presentes na plateia, ver uma garota como Rayssa, jovem, determinada, brasileira e comemorando no topo é combustível puro para acreditar que mulheres têm lugar no asfalto, nas pistas e nas competições.

Esse tetra é dela e também de todas as minas skateras que quebram preconceitos, conquistam respeito e colocam o skate feminino no centro das atenções. Que esse momento ecoe, inspire e fortaleça cada vez mais a presença delas nas pistas, no Brasil e no mundo.

CRÉDITOS

FOTO: @pablovaz

TEXTO DE LORENA NUNES

ENCONTRE SUA SKATISTA:

@rayssalealsk8
@coco_y_0922
@funa_nakayama
@liz_akama
@chlo_the_flo
@yumeka_oda1030

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